sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

REPARANDO PARTIÇÕES

REPARANDO PARTIÇÕES



Possivelmente, o tipo mais comum de "recuperação" de arquivos não implica em realmente recuperar arquivos deletados, mas simplesmente reaver arquivos depois de problemas no sistema operacional, que impeçam o boot.

Antes de mais nada, comece verificando se os arquivos realmente foram perdidos, ou se ficaram simplesmente inacessíveis por causa da pane do sistema. Muitas vezes, partições aparentemente danificadas, que não são mais vistas através do Windows podem ser lidas perfeitamente ao dar boot usando uma distribuição Linux live-cd.

Comece abrindo o gparted (como root, através do terminal), de forma a verificar se as partições do HD continuam presentes (se não estiverem, passe para o tópico seguinte).

Se tudo estiver em ordem, o próximo passo é montar as partições via linha de comando, como em:

# mkdir /mnt/sda1
# mount -o ro /dev/sda1 /mnt/sda1
# mkdir /mnt/sda2
# mount -o ro /dev/sda2 /mnt/sda2

Se as partições do HD foram montadas sem erros, significa que provavelmente a estrutura está intacta, bom sinal. É interessante usar a opção "-o ro", como no exemplo, para que as partições sejam montadas em modo somente-leitura, eliminando qualquer possibilidade de piorar as coisas caso elas estejam danificadas.

Abra o Konqueror (ao utilizar uma distribuição baseada no KDE), ou o Nautilus (ao usar o Ubuntu ou outra baseada no Gnome). Faça isso usando o terminal aberto como root, para evitar qualquer problema relacionado às permissões de acesso. Para abrir o Konqueror, já mostrando o conteúdo da pasta onde foi montada a partição, use o comando:

# konqueror /mnt/sda1

Para usar o Nautilus, o comando fica:

# nautilus /mnt/sda1

Se todos os arquivos estiverem em ordem, você só precisa copiá-los para outro HD (ou um compartilhamento de rede) e o problema estará resolvido.

Caso o problema seja justamente na montagem de partição, o próximo passo é reparar as estruturas lógicas do sistema de arquivos, de forma que a partição possa ser montada e os dados voltem a ficar acessíveis. Mais uma vez, tudo pode ser feito a partir do live-cd.

Para partições formatadas em FAT16 ou FAT32, incluindo pendrives, cartões, câmeras e outros dispositivos, use o comando "fsck.vfat". Verificar partições formatadas em FAT regularmente é importante, pois este sistema de arquivos não possui um mecanismo confiável de detecção de erros. As partições e pendrives são montados mesmo que o sistema de arquivos esteja corrompido, fazendo com que os erros acabem se acentuando até o ponto em que os arquivos não possam ser lidos ou modificados, ou o sistema realmente não consegue montar a partição, dizendo que ela não está formatada ou outro erro similar.

Comece fazendo o teste não destrutivo, que acessa o dispositivo em modo somente-leitura e apenas avisa dos erros que encontrar:

# fsck.vfat /dev/hda1

De acordo com os erros que forem encontrados e a importância dos dados, você pode optar pela recuperação automática, que simplesmente corrige todos os erros, colocando arquivos corrompidos que puderam ser recuperados no diretório raiz, ou a recuperação manual, onde você pode verificar cada modificação.

Para fazer a recuperação automática, use:

# fsck.vfat -a /dev/hda1

Para a recuperação manual (bem mais longa e sujeita a erro humano), use:

# fsck.vfat -r /dev/hda1

Para que ele faça um exame de superfície, marcando os setores defeituosos, use a opção "-at", como em:

# fsck.vfat -at /dev/hda1

Erros em partições NTFS são mais incomuns, pois o sistema de arquivos inclui mais camadas de tolerância a falhas e o Windows realiza uma verificação a cada boot, executando o teste longo quando necessário. Apesar disso, em casos onde a partição acumule erros a ponto de não ser mais montada pelo Windows, você pode utilizar o "ntfsfix", um pequeno utilitário que corrige os problemas mais comuns. Para usá-lo, indique a partição NTFS a recuperar, como em:

# ntfsfix /dev/sda1

Depois de executado, o ntfsfix marca a flag de verificação para a partição, o que força a verificação do sistema de arquivos no próximo boot do Windows. Normalmente ele consegue reparar a partição o suficiente para que ela volte a ser montada e o scandisk do Windows cuida do resto.

Caso o ntfsfix não esteja disponível, abra o gerenciador de pacotes e procure pelo programa "ntfsprogs". A maioria das distribuições live-cd atuais utilizam o UnionFS, que permite instalar pequenos programas mesmo com o sistema rodando a partir do CD.

Temos em seguida as partições Linux, onde são utilizados os sistemas de arquivos EXT3 (ou EXT2), ReiserFS e (mais raramente) XFS. Assim como no caso do Windows, danos nas estruturas lógicas das partições podem fazer com que o sistema não inicialize mais, ou mesmo fazer com que você não consiga mais montar a partição, mesmo ao dar boot através do live-CD. Nesse caso, um reparo manual é necessário.

Para reparar uma partição EXT3, use o comando:

# fsck.ext3 /dev/hda1

Ele vai começar a apontar os erros e perguntar se cada um deve ser corrigido. Normalmente você pode ir apenas respondendo "y" para tudo, mas caso existam dados realmente importantes na partição é melhor prestar mais atenção. Arquivos danificados ou fragmentos de arquivos que puderam ser recuperados vão para a pasta "lost+found" no diretório raiz da partição.

Você pode também adicionar o parâmetro "-f", que força a verificação da partição mesmo que o sistema de arquivos pareça não ter problemas:

# fsck.ext3 -f /dev/hda1

O fsck não é capaz de recuperar o sistema de arquivos em casos de problemas com o superbloco, o setor que contém informações essenciais, como o tipo, tamanho, status e informações sobre a estrutura do sistema de arquivos. Quando não encontra o superbloco, o fsck simplesmente falha miseravelmente, exibindo um "fatal error", sem maiores explicações.

Sempre que a partição é criada, são criados vários superblocos alternativos, que servem justamente de backups para casos de problemas com o primeiro. Você pode ver a lista de endereços usando o comando "mkfs.ext3 -n partição", como em:

# mkfs.ext3 -n /dev/hda1

Ao usar o comando, nunca esqueça de incluir o "-n". Caso contrário, ao invés de mostrar as informações, ele vai formatar a partição (estou falando sério). No final do relatório você encontra:

Superblock backups stored on blocks:
32768, 98304, 163840, 229376, 294912, 819200, 884736

Alternativamente, você pode usar também o comando "dumpe2fs /dev/hda1 | grep -i superblock", que devolve a mesma informação.

Outra opção é usar o Testdisk (que veremos a seguir). Ele oferece uma opção para listar superblocos alternativos em partições EXT, que você acessa em "Advanced > Superblock".

Para restaurar o superbloco, chame novamente o comando "fsck.ext3", adicionando a opção "-b", seguida do endereço do superbloco que será usado. Caso, eventualmente, o primeiro resulte em erro, experimente o segundo, e assim por diante:

# fsck.ext3 -f -b 32768 /dev/hda2

Para partições EXT2, use o comando "fsck.ext2", que suporta os mesmos parâmetros.

Em partições formatadas em ReiserFS, comece com o comando:

# reiserfsck --check /dev/hda1

Ele exibe um aviso: Do you want to run this program?[N/Yes] (note need to type Yes if you do):

Ou seja, você precisa digitar "Yes" para continuar. Caso apenas dê Enter, ele aborta a operação. Ele vai verificar toda a estrutura do sistema de arquivos e indicar os erros encontrados. O próximo passo é usar a opção "--fix-fixable":

# reiserfsck --fix-fixable /dev/hda1

Este segundo comando efetivamente corrige todos os erros simples, que possam ser corrigidos sem colocar em risco as demais estruturas do sistema de arquivos. Em 90% dos casos isto é suficiente.

Caso seja encontrado algum erro grave, ele vai abortar a operação. Estes erros mais graves podem ser corrigidos com o comando:

# reiserfsck --rebuild-tree /dev/hda1

Este comando vai reconstruir do zero todas as estruturas do sistema de arquivos, vasculhando todos os arquivos armazenados. Essa operação pode demorar bastante, de acordo com o tamanho e quantidade de arquivos na partição. Nunca interrompa a reconstrução, caso contrário você não vai conseguir acessar nada dentro da partição, até que recomece e realmente conclua a operação.

O "--rebuild-tree" vai corrigir qualquer tipo de erro no sistema de arquivos. Ele só não vai resolver o problema se realmente existir algum problema físico como, por exemplo, um grande número de setores defeituosos no HD.

Finalmente, se você estiver usando uma partição formatada em XFS, comece com o:

# xfs_check /dev/hda1

Ele vai indicar os problemas encontrados. Para realmente corrigi-los, rode o:

# xfs_repair /dev/hda1

Assim como no caso do reiserfsck, todo o processo é automático. Ao contrário do EXT3, tanto o ReiserFS quanto o XFS são sistemas de arquivos muito complexos, por isso qualquer intervenção manual só aumentaria a possibilidade de destruir tudo.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Fazendo Backup no Outlook 2010

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Assistente de Importação / Exportação é exibido.
Isso mesmo. Clique em Exportar para um arquivoAvançar.
Estou sendo solicitado a selecionar "Criar um arquivo de tipo:".
Selecione Arquivo de Dados do Outlook (.pst) aqui e clique em Avançar.
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Dessa vez, o Outlook está me solicitando para Selecionar pasta de origem. Significa a pasta da qual desejo fazer backup?


Exatamente. Selecione Pastas Particulares aqui e verifique se a opção Incluir subpastas está marcada. Dessa maneira, você pode exportar todos os dados do Outlook 2010. Em seguida, clique em Avançar.
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O que eu devo fazer em seguida é dar um nome ao arquivo de backup e escolher a pasta de destino e o nome do arquivo, certo?
Isso mesmo. Por padrão, o arquivo denominado "backup.pst" é criado na área de trabalho. Se você não tiver problemas com essa organização, prossiga.
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Assim como na seção Opções, quando você exporta pela primeira vez, não é necessário selecionar. Mas na segunda vez, será necessário decidir o que fazer quando houver uma duplicação entre dados existentes e dados que estão sendo exportados. Você tem as opções a seguir.

Substituir duplicações por itens exportados: Quando há duplicação, as informações de duplicação são substituídas pelo arquivo recém-exportado.

Permitir a criação de itens duplicados: Os dados existentes não são substituídos e os dados duplicados são adicionados ao arquivo de backup.

Não exportar itens duplicados: As informações duplicadas não são copiadas no arquivo de backup
Por fim, devo clicar em Concluir?
Quase esqueci. Depois de clicar em Concluir, a caixa de diálogo seguinte é exibida. Se você definir uma senha aqui, será necessário digitá-la toda vez que abrir o arquivo de backup. Se não for necessário definir a senha, basta clicar em OK.
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Ah, começou a exportação.
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Depois que a exportação for concluída, insira a memória USB ou o CD-R no computador e copie o arquivo de backup para a mídia. Isso conclui o backup.
O que devo fazer se desejar carregar o arquivo do backup no Outlook 2010?
Sobre como carregar arquivos do backup no Outlook 2010, consulte "Importando contatos e mensagens do backup no Outlook 2010".
Muito obrigado. Estou aliviado em saber como fazer backup de dados do Outlook 2010.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Configuração do Debian (Passo a Passo)

 1-vamos começar fazer a instalação do Debian

 2-escolher a linguagem que deve ser usada (português do Brasil)

 3-vamos escolher o país (BRASIL)

 4-selecionar o teclado (Português Brasileiro ABNT2)

5- vamos configurar a rede

6- coloque o nome que deseja configurar (servidor)

 7-selecionar a cidade no fuso horário (Fortaleza)


 8-método de particionamento do disco rígido

 9-selecionar o disco a ser particionado

 10-disco particionado por partes

 11-depois de particionado o disco, podemos finalizar o particionamento

 12-escrever as mudanças nos discos particionado

 13-criar a senha do root (p@ssw0rd)

 14-confirmar a senha novamente

 15-nome do usuário que deseja ser logado (Anderson)

 16-confirma o nome do usuário

 17-escolha a senha do usuário Anderson (p@ssw0rd*01)

 18-informe a senha novamente do usuário Anderson (p@ssw0rd*01)

 19-catalogar o CD e DVD (não)

 20-utilizar um espelho de rede (não)

 21-utilização de pacotes (não) podemos fazer isso mais tarde

 22-seleciona o software  a ser instalado (ambiente desktop)

 23-instalar o pacote do grup (sim)

 24- depois é só finalizar a instalação

 25- só esperar o sistema reiniciar para usar o Debian


26- Bem vindo ao Debian, escolha o usuário que deseja logar.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Configuração do WDS (repetidor) REDE SEM FIO

WDS (Série N)

           O WDS é realizado quando se deseja expandir o sinal wireless do primeiro roteador, através de um segundo roteador. Lembrando que para isso, ambos os roteadores precisam ter a função WDS (nota: todos os roteadores da Tp-Link possuem essa função).
           A estrutura basicamente seria conforme a imagem abaixo:
estrutura-n    
          Primeiramente, certifique que o primeiro roteador está transmitindo Internet através da wireless normalmemnte.
          Agora iremos configurar o segundo roteador para repetir o sinal do primeiro.     
          Obs: Todo o procedimento abaixo é referente ao segundo roteador ( que irá repetir o sinal).     
          Primeiramente, conecte o cabo do seu computador em uma das portas numeradas (LAN) localizado atrás do seu roteador.        
          Após conectar o cabos e ligar o roteador na tomada, iremos realizar um hard reset no roteador. O hard reset (reset físico) irá remover todas as configurações, sendo o aparelho restaurado para as configurações padrões de fábrica.
          Atrás de seu aparelho possui um orifício chamado reset. Com um objeto pontiagudo, simplesmente pressione-o por 20 segundos.
reset
          
          Após o reset efetue a configuração conforme o procedimento abaixo:

Configuração

         
          Para acessarmos a página de configuração do equipamento Tp-Link , insira o número de gateway padrão da Tp-Link no seu navegador (por padrão de fábrica é 192.168.1.1 ou 192.168.0.1). Para fazer isso, no computador que está conectado ao roteador,  simplesmente abra um navegador (página de internet), e no local aonde é digitado o endereço do site, digite a numeração 192.168.1.1 (ou 192.168.0.1) conforme imagem abaixo:
alt
          *Obs: Caso o roteador não responda, é possível que o seu computador esteja com o IP fixo. Nesse caso verifique como deixar o IP do seu computador para automático.
          Será solicitado o nome de usuário e senha do roteador, que por padrão, para ambos são: admin
alt
          Pressione OK, e será aberto a página de configuração da Tp-Link.        
         
          A primeira coisa a ser feita será trocar o IP de LAN do seu roteador, através do procedimento abaixo:
          Acesse a opção "Network" -> "Lan":
lan

          Em "IP Address", devemos colocar um IP que esteja na mesma faixa de rede do primeiro roteador, porém diferente. Por exemplo: O primeiro roteador está com IP 192.168.1.1, nesse caso iremos colocar no segundo roteador o IP  192.168.1.2 conforme imagem abaixo.
alterar-Ip 
          Após salvar as configurações, o roteador reiniciará automaticamente. Caso a página caia, pressione F5 ou na barra de endereço digite o novo IP de LAN 192.168.1.2, pressione Enter e preencha a tela de autenticação com admin para retornar à página de configuração.
          Assim que reotrnar à página de configuração, acesse a opção "Wireless" -> Wireless Settings".
          Na tela que for exibida, marque a opção "Enable WDS" pressione "Search", conforme imagem abaixo:
wireless 
          Será exibido uma janela mostrando todas as redes wireless ao alcance do seu roteador. Escolha a que deseja repetir o sinal e pressione "Connect"
busca-rede
          Após isso, a tela de configuração aparecerá novamente, porém com alguns campos já preenchidos.         
          No primeiro campo "SSID", coloque o mesmo nome da rede a ser repetida.
          Caso a rede necessite de uma senha para acessar, selecione a mesma criptografia em "Key Type" e informe a senha em "Password", conforme imagem abaixo Após isso pressione "Save".
senha     
           Em seguida, selecione a Opção “System Tools – Reboot”. Conforme imagem abaixo, pressione o botão Reboot e pressione OK para reiniciar o seu aparelho Tp-Link.
reboot
          Agora devemos configurar a segurança wireless.

          Entre na opção “Wireless – Wireless Security” conforme imagem abaixo:
wireless security

           Nessa tela, é importante lembrar que devemos colocar a mesma configuração de senha utilizada no primeiro roteador. Nesse exemplo utilizamos a opção “WPA-PSK/WPA2-PSK” e em "Version" e "Encryption" selecionamos Automatic. No campo abaixo chamado “PSK Password”, devemos informar a senha utilizada pelo primeiro roteador. Após finalizar as configurações, pressione "Save".
          Agora é necessário desabilitar o DHCP. Entre na opção DHCP e marque a opção Disable. Em seguida pressione Save.
          Para que as configurações funcionem, será necessário realizar o reboot novamente (Pressione “System Tools” – “Reboot” e na tela exibida, pressione Reboot).
          Agora posicione o seu segundo roteador em um local aonde seja possível receber sinal do primeiro roteador.
          Agora verifique o sinal da sua rede wireless, que provavelmente deve ter aumentado. Caso não tenha surgido efeito, experimente desconectar de sua rede wireless e apagar sua rede preferencial
          Após esse procedimento, verifique se seu equipamento está funcionando normalmente.